ABCZ Mira 2026 com Foco em Eleições e Preço do Boi

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O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Garcia Cid, deixará o comando da entidade no fim de 2025 e avalia que as eleições do próximo ano, a economia e a valorização da arroba do boi gordo serão temas centrais para o setor até 2026. A nova diretoria da ABCZ, eleita em novembro, assumirá o triênio 2026-2028.
Gestão atual: balanço e avanços
- Transparência financeira: prestação de contas passou a ser semanal, com relatórios trimestrais.
- Comunicação: desde 2024, a entidade mantém dois minutos diários no Canal Rural com o quadro “ABCZ Notícias”.
- Registros genealógicos: aumento de 4,5% até novembro em comparação ao triênio anterior.
- Feiras: Expozebu, Expogenética e ExpoLeite cresceram em público, número de animais e faturamento; a ExpoLeite 2025 ultrapassou R$ 200 milhões em vendas.
- PMGZ: Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos registrou alta de 28% no número de criadores participantes em três anos.
Preocupações para o próximo ciclo
Cid destaca que a ABCZ reúne produtores com diferentes preferências políticas e que a entidade cobrará “respeito e valorização do agro” de qualquer governo eleito. Estudo da CNA e do Cepea indica que o agronegócio pode representar 29,7% do Produto Interno Bruto em 2025.
Entre as metas, ele reforça a necessidade de abrir novos mercados para a carne bovina e reduzir a dependência da China. Em novembro, o Brasil exportou 356 mil toneladas de carne bovina, alta de 36,5% sobre igual mês de 2024, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Produção e preço da arroba
A ABCZ vê sinal de retomada do ciclo de alta do boi gordo após três anos de queda. O desafio, segundo Cid, é equilibrar valorização da arroba — que pode chegar a R$ 360 ou R$ 400 — com custos de produção que sobem anualmente.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, superando as 11,81 milhões de toneladas norte-americanas e se consolidando como o maior produtor mundial.
Imagem: canalrural.com.br
Para manter a competitividade, Cid defende investimento em genética, manejo eficiente e redução de desperdícios. “Controlar custo não é só reduzir despesas: é investir em eficiência”, resume.
Com informações de Canal Rural