Agrodefesa Autoriza Transplantio de Tomate em Goiás até 2026

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) liberou, a partir deste domingo (1º), o transplantio de tomate em todo o estado de Goiás, maior produtor nacional da cultura. O calendário vale até 30 de junho de 2026 e integra as ações de controle da mosca-branca (Bemisia tabaci) e dos geminivírus.
Período varia conforme o tipo de cultivo
- Tomate rasteiro: transplantio permitido de 1º de fevereiro a 30 de junho nos 246 municípios goianos;
- Tomate tutorado: mesmo intervalo de datas, porém restrito a Morrinhos, Itaberaí, Turvânia, Cristalina, Luziânia, Silvânia, Orizona, Vianópolis, Palmeiras de Goiás, Piracanjuba e Goianésia.
Morrinhos, que possui microrregiões Sul e Norte, segue datas específicas para plantio e transplantio de ambas as modalidades de tomate.
Objetivo é reduzir pragas e custos
De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o cumprimento das medidas fitossanitárias é essencial para manter a produtividade e a competitividade do setor. O gerente de Sanidade Vegetal, Leonardo Macedo, acrescenta que o calendário busca diminuir a população da mosca-branca associada à cultura, reduzindo a fonte de inóculo para safras seguintes.
Entre os benefícios listados pela Agrodefesa estão menor uso de agrotóxicos, redução de custos de produção, menor exposição de trabalhadores a produtos químicos e menor impacto ambiental.
Cadastro obrigatório no Sidago
O calendário determina que todas as lavouras sejam registradas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) até 15 dias após o início do transplantio. O cadastro deve ser feito pelo proprietário, arrendatário ou ocupante da área. Para efeito de registro, considera-se lavoura a área contínua transplantada num intervalo máximo de 15 dias.
Imagem: canalrural.com.br
Destruição de restos culturais
As normas incluem ainda:
- eliminação dos restos culturais de tomate até 10 dias após a colheita de cada talhão;
- destruição imediata de plantas voluntárias de tomate.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas em Tomate, Heloisa Rocha, essas ações são essenciais para conter a mosca-branca e prevenir geminiviroses.
Com informações de Canal Rural