Analista Aponta Motivo Eleitoral em Veto de Macron ao Acordo UE-Mercosul

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O comentarista de economia e política do Canal Rural, Miguel Daoud, avaliou que a oposição do presidente francês, Emmanuel Macron, ao acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul é guiada por interesses políticos internos e eleitorais, e não por argumentos técnicos ou ambientais.
Segundo Daoud, a França vive um período de desgaste social, marcado por protestos frequentes, pressão do setor agrícola e queda de popularidade do governo. Nesse contexto, afirmou o analista, o Palácio do Eliseu teria optado por erguer barreiras comerciais e atribuir responsabilidades externas em vez de enfrentar problemas estruturais de produtividade e custos.
Principais pontos da análise
- Pressão doméstica: agricultores franceses e manifestantes exigem maior proteção diante da concorrência internacional;
- Discurso ambiental: embora relevante, seria usado de forma seletiva por países que já devastaram parte de seus territórios, argumenta Daoud;
- Complementaridade econômica: o acordo beneficiaria a UE na venda de produtos industriais e o Mercosul na exportação de alimentos, energia e commodities;
- Processo institucional: a ratificação do tratado não depende exclusivamente da França, o que reforçaria o caráter político do veto;
- Impacto para o Brasil: o comentarista defende que o agronegócio nacional continuará produzindo e exportando, mesmo com possíveis barreiras francesas.
Daoud concluiu que o protecionismo não fortalece a economia francesa e pode levar parceiros estratégicos a buscar novos mercados. O Canal Rural ressalta que as opiniões expressas em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Imagem: canalrural.com.br
Com informações de Canal Rural