Ano de 2026 Impõe Riscos Climáticos e Econômicos ao Agro

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A abertura de 2026 coloca a agropecuária brasileira diante de um quadro que combina endividamento global elevado, crédito mais caro e clima cada vez mais imprevisível, segundo avaliação do comentarista econômico Miguel Daoud.
Daoud sustenta que empresas, governos e o sistema financeiro mostram sinais de fadiga, mesmo com a inflação aparentemente contida em parte dos países desenvolvidos. O cenário inclui:
- Custos em alta e margens estreitas, com insumos pressionados e seguros mais restritivos;
- Preocupação com bolhas especulativas, estendendo-se a ativos que dependem de liquidez e previsibilidade;
- Perda de espaço do dólar nas reservas internacionais, reforçando a busca por proteção no ouro;
- Alertas do Banco de Compensações Internacionais quanto à alavancagem e ao endividamento público e privado.
Geopolítica e clima agravam incertezas
No campo internacional, os Estados Unidos tentam reafirmar liderança, a Rússia mantém postura agressiva frente à Europa e a China reorganiza seu mercado interno e diversifica fornecedores. Paralelamente, eventos climáticos extremos — secas, chuvas intensas, ondas de calor e geadas fora de época — tornaram-se fator de risco permanente ao planejamento agrícola.
Eleições adicionam volatilidade interna
No plano doméstico, a possibilidade de nova candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as investigações envolvendo o Banco Master podem intensificar oscilações em câmbio e juros. Em ano eleitoral, ajustes fiscais profundos são considerados improváveis, o que tende a prolongar o crédito caro e a incerteza econômica.

Imagem: canalrural.com.br
Orientações para o produtor
Diante desse panorama, Daoud recomenda cautela financeira, controle rigoroso de custos, redução do endividamento sempre que possível, proteção cambial quando adequada e foco absoluto em eficiência. Para ele, gestão terá peso equivalente à produtividade na travessia de 2026.
Com informações de Canal Rural