Arroba do Boi Gordo Deve Avançar Até 2026, Apontam Dados

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Levantamentos de IBGE, Cepea, Conab, Safras & Mercado e Itaú BBA indicam que o preço do boi gordo deve subir de forma consistente nos próximos quatro a seis meses.
Oferta em queda
- Abate intenso de fêmeas nos últimos quatro anos reduziu o rebanho nacional.
- A projeção é de queda de 5,6% no número de animais abatidos em 2025, quase 2 milhões de cabeças a menos.
- Para 2026, o recuo estimado é de 7,5%.
Produção e consumo
A produção brasileira de carne bovina pode cair para 10,37 milhões de toneladas em 2026. Com isso, a disponibilidade interna deve ficar em 51,3 kg por habitante ao ano, o menor volume em vários anos.
Mercado externo
- De janeiro a outubro, o país exportou 2,79 milhões de toneladas de carne, aumento de 16,6% em relação a 2024.
- A China respondeu por 53,7% dos embarques.
- Parte da carne que iria para os Estados Unidos foi direcionada à Ásia após a tarifa norte-americana de 50%.
Cotações atuais
- Em São Paulo, a arroba do “boi China” varia de R$ 335 a R$ 340.
- Algumas regiões pagam entre R$ 345 e R$ 350 pelo animal precoce.
- No varejo, cortes de primeira já superam R$ 60 o quilo.
Projeções de preços
- Dezembro: tradicional alta de fim de ano e menor oferta de pasto podem levar a arroba a R$ 350–R$ 360 em São Paulo.
- Janeiro e fevereiro: período de seca e menor abate de fêmeas devem manter oferta curta.
- Março: entrada da safra de pasto pode aliviar a pressão, mas analistas estimam arroba entre R$ 370 e R$ 400 até metade do ano.
Orientações a produtores
Especialistas recomendam segurar animais prontos para abate, travar preços no mercado futuro ou firmar contratos diretos com frigoríficos, que oferecem bônus de R$ 15 a R$ 20 por arroba para entregas em fevereiro e março. Há ainda a sugestão de reter fêmeas para futura reposição, já que o bezerro tende a encarecer entre 2027 e 2028.
A tendência de alta é atribuída à redução da oferta e ao aumento das exportações, fatores que limitam a disponibilidade de carne no mercado interno.

Imagem: Reprodução via canalrural.com.br
Com informações de Canal Rural