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Árvore Rara da Serra Catarinense Enfrenta Risco de Extinção

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03/01/2026
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Início - Notícias e Tendências do Agro - Árvore Rara da Serra Catarinense Enfrenta Risco de Extinção

O Crinodendron brasiliense, conhecido como cinzeiro-pataguá, pode desaparecer caso ocorram alterações no microclima de altitude da Serra Catarinense, apontam pesquisadores.

A espécie existe somente em áreas acima de 1.500 metros, em florestas nebulares e de araucária, onde predominam umidade e temperaturas baixas durante quase todo o ano. Quase todos os indivíduos mapeados encontram-se no Parque Nacional de São Joaquim, criado em 1961, circunstância que torna a unidade essencial para a conservação da planta.

Distribuição restrita e ameaça formal

Pela área diminuta de ocorrência e dependência de condições ambientais específicas, o cinzeiro-pataguá integra a categoria “em perigo” na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Características da espécie

A árvore chega a 12 metros de altura, possui tronco ereto, ramos pendentes e flores brancas em formato campanulado. Pesquisas de campo registram variações em frutos e sementes, aspecto que ajuda a compreender a diversidade genética da população.

Regeneração limitada

Levantamentos do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração – Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC) indicam taxas de germinação baixas, o que dificulta a regeneração natural. A presença de javalis, que consomem frutos e sementes, agrava a situação.

Papel do parque e manejo do habitat

Para o pesquisador Rafael Barbizan Sühs, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Clemson University (EUA), a proteção legal do Parque Nacional de São Joaquim funciona como “laboratório natural” e garante as condições ambientais adequadas à espécie.

Árvore Rara da Serra Catarinense Enfrenta Risco de Extinção - Imagem do artigo original

Imagem: canalrural.com.br

O manejo dos campos nativos também é crucial. Queimas prescritas, quando aplicadas tecnicamente, reduzem o acúmulo de biomassa e o risco de incêndios, como os registrados em 2020 dentro da unidade de conservação.

Sem pesquisa contínua e gestão adequada, mudanças no regime hídrico, na estrutura da vegetação ou na temperatura podem comprometer a sobrevivência do cinzeiro-pataguá nas montanhas de Santa Catarina.

Com informações de Canal Rural

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