Bolinho de Itapetininga Celebra 100 Anos de Tradição

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O município de Itapetininga, a 390 km da capital paulista, conserva há mais de um século uma receita que se tornou símbolo local: o Bolinho de Itapetininga, patrimônio cultural reconhecido pela Lei 4.982 de 2005.
A iguaria, preparada com frango desfiado e massa à base de farinha de milho, é encontrada em barracas espalhadas pelo centro da cidade. Segundo moradores, o segredo está no tempero abundante de cheiro-verde, manjerona, alfavaca e manjericão, além do formato moldado em concha, ideal para degustação.
Origens múltiplas
A autoria do bolinho é motivo de versões distintas. Uma delas atribui a criação a Paulino, morador de São Miguel Arcanjo, cuja filha, Antônia Deoclécia, teria iniciado a venda na vizinha Itapetininga. Outra história aponta dona Cuta, proprietária de um bar frequentado por viajantes, como a responsável por popularizar a receita.
Ingredientes e rendimento
- 1 kg de farinha de milho amarela
- 1 kg de peito de frango
- 2 ovos
- 1 ½ copo de polvilho azedo
- Caldo de galinha natural, cheiro-verde, sal, alho e cebola a gosto
A combinação rende cerca de 40 unidades e, antes da fritura, os bolinhos podem ficar refrigerados por até três dias.
Modo de preparo
O frango é cozido em dois litros de água com temperos até amaciar. Após desfiar a carne, acrescenta-se mais um litro de água ao caldo. A farinha é umedecida e misturada ao caldo, cheiro-verde e demais ingredientes até formar massa firme. O polvilho, batido com ovos e água, é incorporado em seguida. O bolinho é montado em concha, envolvendo o frango no centro, e frito em óleo quente até atingir tom entre amarelo-escuro e laranja.
Imagem: canalrural.com.br
Com venda contínua há décadas, o Bolinho de Itapetininga mantém viva a culinária regional e segue atravessando gerações.
Com informações de Canal Rural