Bradesco Prevê Impacto do Acordo Mercosul-UE no Médio Prazo

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O departamento de pesquisa econômica do Bradesco avalia que os benefícios comerciais do acordo de livre-comércio firmado entre Mercosul e União Europeia, no último sábado (17), devem aparecer apenas no médio prazo. No curto prazo, o impacto para o Brasil tende a ser limitado pelas cotas de entrada sem tarifa para produtos agrícolas no mercado europeu.
O relatório destaca que o tratado prevê longos períodos de transição para redução de tarifas entre os blocos. Além disso, o texto ainda passa por revisão jurídica no Parlamento Europeu, o que pode adiar a aplicação integral das regras.
Entre os itens mais vendidos pelo Brasil à União Europeia, petróleo e café em grãos já entram no bloco sem pagar imposto. Produtos agrícolas relevantes, como soja, também contam com isenção e não sofrerão mudanças de competitividade por causa do acordo.
No caso do açúcar, o documento aponta a criação de uma cota anual de 180 mil toneladas livres de tarifa. Volumes acima desse limite estarão sujeitos a taxas mais elevadas do que as praticadas hoje, refletindo o protecionismo europeu em favor de produtores de beterraba.
O Bradesco observa ainda que o mecanismo de salvaguarda, que permite suspender benefícios tarifários em situação de risco para a produção local, deve ter efeito reduzido sobre o açúcar brasileiro. Segundo o banco, o volume destinado atualmente ao mercado europeu é pequeno e pode ser redirecionado com facilidade para países asiáticos.
Imagem: canalrural.com.br
De modo geral, o banco projeta que a corrente de comércio entre os dois blocos ganhará força gradualmente, conforme as tarifas sejam eliminadas e as cotas ampliadas ao longo dos próximos anos.
Com informações de Canal Rural