Brasil e Outros Cinco Países Condenam Ataque à Venezuela

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Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram neste domingo (4) nota conjunta em que repudiam a operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano. No documento, os seis governos classificam a ação como uma violação dos princípios da Carta das Nações Unidas e alertam para o risco que o episódio representa à paz e à segurança na região.
Preocupação com precedentes
Os países afirmam que a iniciativa norte-americana estabelece “precedente extremamente perigoso” e coloca em perigo a população civil. O texto reitera o compromisso dos signatários com a soberania e a integridade territorial dos Estados e pede que a crise seja solucionada por meios pacíficos, por intermédio do diálogo e da negociação, “sem interferência externa”.
Ao final, o grupo solicita ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e a outros organismos multilaterais que atuem para reduzir tensões. Há ainda um apelo à unidade regional diante de quaisquer ações que ameacem a estabilidade política, econômica e social da América Latina e do Caribe.
Reação em Caracas
Também neste domingo, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Em vídeo, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, condenou o ataque, exigiu a libertação do presidente Nicolás Maduro — capturado por tropas de elite dos EUA durante a ofensiva — e classificou a intervenção como “ameaça global”.
No sábado (3), explosões foram registradas em diferentes bairros de Caracas. Segundo autoridades venezuelanas, a operação norte-americana levou Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, para Nova York. O Tribunal Supremo de Justiça venezuelano já havia determinado que Rodríguez assumisse o comando do país.
Imagem: canalrural.com.br
Contexto das acusações
Washington oferecia recompensa de US$ 50 milhões por informações que resultassem na prisão de Maduro, acusado de chefiar o suposto cartel de drogas “De los Soles”. Especialistas, contudo, contestam a existência da organização criminosa. O episódio é comparado à invasão do Panamá, em 1989, quando os EUA capturaram Manuel Noriega.
Críticos veem na ação norte-americana uma tentativa de afastar Caracas de aliados como China e Rússia e de ampliar o controle sobre as maiores reservas de petróleo comprovadas do planeta, localizadas na Venezuela.
Com informações de Canal Rural