Brasil Mantém Liderança Global nas Exportações de Frango

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O Brasil atravessou os casos de influenza aviária registrados em 2025 com impactos limitados sobre a cadeia de carne de frango e preservou a liderança nas exportações mundiais. A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (3), em São Paulo.
Segundo Santin, o país manteve participação de quase 40% no mercado global, enquanto concorrentes como União Europeia e Estados Unidos enfrentaram perdas expressivas. De janeiro a dezembro, os embarques brasileiros devem somar 5,32 milhões de toneladas, alta de 0,5% sobre 2024. Para 2026, a entidade projeta avanço de 3,4%, alcançando 5,5 milhões de toneladas.
Reação rápida e regionalização
O dirigente atribuiu o resultado à rápida mobilização da cadeia produtiva e ao avanço da regionalização sanitária, que limita restrições apenas às áreas afetadas. O modelo já é reconhecido por mais de 122 mercados.
- Japão e Filipinas adotam divisão por município.
- Coreia do Sul e México reconhecem o controle por estado.
- Peru, Arábia Saudita, Argentina, Reino Unido (raio de 10 km), Vietnã e Malásia também avançaram nos protocolos.
De acordo com a ABPA, a perda cambial do setor ficou entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões em um universo de US$ 9,8 bilhões, resultado considerado positivo frente aos prejuízos de mais de US$ 3 bilhões enfrentados pelos Estados Unidos em um único ano.
Estabilidade na produção e no mercado interno
Santin destacou que nenhum produtor brasileiro perdeu lotes por causa da doença, diferentemente dos principais competidores, que sofreram redução de alojamentos e queda de oferta ao mercado doméstico. O setor manteve estabilidade de produção e assegurou market share global de 38,6%.
Imagem: Canal Rural via canalrural.com.br
Com o avanço da doença no Hemisfério Norte, a ABPA intensificou ações de prevenção, incluindo acompanhamento nas granjas, assistência técnica, auditorias agropecuárias, inspeção veterinária nas plantas e congelamento obrigatório a –18 °C. O executivo reforçou ainda que não há risco de transmissão da influenza aviária pelo consumo de carne.
Na próxima semana, representantes da entidade viajam à África do Sul para negociar novos acordos sanitários e fortalecer o reconhecimento da regionalização brasileira.
Com informações de Canal Rural