Tudo Sobre Roça OpenGraph

Brasil e México Fecham Acordos de Comércio e Defesa

Início - Blog - Notícias e Tendências do Agro - Brasil e México Fecham Acordos de Comércio e Defesa

O vice-presidente Geraldo Alckmin concluiu nesta quinta-feira (28) visita oficial à Cidade do México com a assinatura de novos entendimentos comerciais e industriais entre Brasil e México, as duas maiores economias da América Latina.

Em audiência no Palácio Nacional, Alckmin convidou a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, para participar da COP30, marcada para novembro, em Belém (PA). O encontro também abordou temas como multilateralismo, democracia, inclusão social e combate à fome.

Novos mercados abertos

  • Brasil passará a exportar aspargos, pêssegos e derivados de atum ao mercado mexicano.
  • México liberou a entrada de farinha para ração animal destinada a bovinos e suínos brasileiros.

O governo brasileiro solicitou a prorrogação dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez (Pacic), que facilita a compra de alimentos do Brasil. O México, segundo maior destino da carne bovina brasileira, exige rastreabilidade individual do rebanho; Brasília apresentou um cronograma para cumprir essa exigência sem suspender as vendas.

Avanço industrial e sanitário

Os dois países avançaram na atualização do Acordo de Complementação Econômica nº 53, em vigor desde 2002, que reduz ou elimina tarifas de importação sobre cerca de 800 produtos. Também foram firmados acordos para:

  • Aprovação de novos fármacos por meio de cooperação em vigilância sanitária;
  • Pesquisa compartilhada sobre arboviroses, incluindo desenvolvimento de vacinas como a da dengue.

Embraer expande presença

A brasileira Embraer vendeu 20 jatos E190 e E195 à estatal Mexicana de Aviación. Durante a visita, Alckmin ofereceu ainda o cargueiro multimissão K C-390 para o setor militar mexicano. A fabricante já mantém uma unidade de componentes no país, empregando mais de mil trabalhadores.

Brasil e México Fecham Acordos de Comércio e Defesa - Imagem do artigo original

Imagem: Freepik via canalrural.com.br

Em 2024, a corrente de comércio bilateral soma US$ 13,6 bilhões. O governo brasileiro espera que os novos acordos ampliem o intercâmbio em setores estratégicos do agronegócio e da indústria.

Com informações de Canal Rural

Sobre o Autor

Compartilhe com Amigos!