Brasil Quer Assumir Cotas Não Usadas de Carne na China

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O Ministério da Agricultura pretende negociar com a China a possibilidade de o Brasil absorver partes das cotas de importação de carne bovina que não forem utilizadas por outros países. A informação foi confirmada pelo ministro Carlos Fávaro, após a divulgação de novas medidas de salvaguarda adotadas por Pequim.
A China passou a limitar, desde ontem (1º), o volume de carne bovina que cada fornecedor pode embarcar sem pagar a tarifa adicional de 55%. As cotas valerão até 31 de dezembro de 2028 e foram calculadas a partir da fatia de mercado de cada país nos últimos três anos.
Quotas sem tarifa adicional
- Brasil: 1,106 milhão t em 2026; 1,128 milhão t em 2027; 1,154 milhão t em 2028
- Argentina: 511 mil t em 2026
- Uruguai: 324 mil t em 2026
- Nova Zelândia: 206 mil t em 2026
- Austrália: 205 mil t em 2026
- Estados Unidos: 164 mil t em 2026
Conforme Fávaro, a proposta brasileira será discutida ao longo de 2026. “Se um país não conseguir cumprir sua cota, o Brasil pode assumir”, afirmou o ministro, citando os Estados Unidos como exemplo de fornecedor que não exportou carne à China em 2025.
O governo avalia que a cota atual assegura espaço para negociar. Segundo o ministro, o volume sem tarifa representa cerca de 44% do mercado chinês, próximo da média histórica. Até novembro deste ano, o Brasil já havia embarcado 1,499 milhão de toneladas ao país asiático, somando US$ 8,028 bilhões.

Imagem: canalrural.com.br
Fávaro afirmou que a medida chinesa era esperada e que não há planos de recorrer à Organização Mundial do Comércio. O ministério também aposta na diversificação de destinos: 29 novos mercados foram abertos nos últimos anos, e a expectativa é de acessar o Japão em março de 2025.
Com informações de Canal Rural