Brasil Deve Assumir Terceiro Lugar nas Exportações de Carne Suína

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O Brasil está prestes a conquistar a terceira posição no ranking mundial de exportadores de carne suína ainda em 2024, segundo projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O presidente da entidade, Ricardo Santin, informou que o país deve embarcar cerca de 1,4 milhão de toneladas este ano, superando o Canadá, que deve encerrar o período com aproximadamente 1,3 milhão de toneladas.
No cenário doméstico, a produção brasileira deve alcançar 5,55 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,6% na comparação anual. Para 2026, a expectativa é atingir até 5,7 milhões de toneladas, avanço de 2,7% impulsionado pelo aumento do peso médio dos animais.
A oferta maior deve garantir consumo interno de até 9,5 quilos por habitante em 2026. Já as exportações brasileiras têm previsão de alta de 10% em 2024, chegando a 1,45 milhão de toneladas, e de até 4% em 2025, totalizando 1,55 milhão de toneladas.
Concorrentes perdem espaço
A União Europeia, que iniciou o ano em expansão, registra queda nos embarques devido a novos focos de peste suína africana (PSA) em javalis selvagens na Espanha. O país responde por 23% da produção europeia e enfrenta restrições de mercado, inclusive o fechamento de oito plantas pela China.
Nos Estados Unidos, as vendas externas caíram 3,5% entre janeiro e julho. Embora não haja PSA, o consumo interno aumentou diante da menor oferta de carne bovina.
O Canadá também recuou: após crescer até 3,9% até agosto, deve terminar o ano com 1,3 milhão de toneladas, abaixo da estimativa inicial de 1,45 milhão de toneladas.
Imagem: Prefeitura de Capão Bonito via canalrural.com.br
Mercados em foco
A China mantém importações entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de toneladas, sendo 52% de miúdos — segmento em que o Brasil busca ampliar participação com a habilitação de novas plantas no Rio Grande do Sul, Paraná e Rondônia.
As Filipinas, principal destino da carne suína brasileira, enfrentam 31 focos ativos de PSA e já importaram 680 mil toneladas até setembro, 20% acima da previsão inicial de 630 mil toneladas. O Brasil detém 42% desse mercado e deve permanecer como principal fornecedor por pelo menos mais um ano.
Com a retração dos concorrentes e a demanda firme em mercados estratégicos, a ABPA vê espaço para que o Brasil consolide a terceira colocação global nas exportações de carne suína.
Com informações de Canal Rural