Cadastro Imobiliário Brasileiro Unificará Dados de Imóveis

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A reforma tributária instituiu o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), chamado de “CPF dos imóveis”, que reunirá em uma base única informações sobre cerca de 100 milhões de propriedades urbanas e rurais, públicas ou privadas.
Operado pela Receita Federal dentro do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter), o CIB substituirá cadastros hoje dispersos entre cartórios, prefeituras, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Receita e outros órgãos.
Como será feita a integração
- IPTU municipal – dados de imóveis urbanos;
- CNIR – Cadastro Nacional de Imóveis Rurais, mantido pelo Incra;
- Cartórios – matrículas e titularidades registradas.
A consolidação ocorrerá de forma automática, sem exigir novo registro dos proprietários. Cada imóvel receberá um código nacional único, permitindo:
- rastrear transações com maior precisão;
- calcular valores de referência atualizados;
- controlar redutores de alíquota em vendas;
- cruzar informações entre municípios, estados e União.
Entrada em vigor
Os efeitos começarão a ser sentidos em 2027, quando o novo modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IBS e CBS) estiver totalmente operacional para operações de compra, venda, locação, incorporação, reformas e demolições.
Impacto esperado
O governo sustenta que o CIB trará simplificação e justiça fiscal. No entanto, entidades municipais, setor imobiliário e produtores rurais temem que o detalhamento das informações resulte em aumento de impostos patrimoniais, como revisão de IPTU nas cidades e do Imposto Territorial Rural (ITR) no campo.
Imagem: canalrural.com.br
Entre os possíveis benefícios apontados estão facilidade de usar a terra como garantia, redução de incertezas em financiamentos e expansão dos seguros rurais. Por outro lado, a centralização amplia a capacidade de fiscalização automática sobre inconsistências, produtividade e exigências ambientais.
Com a criação do CIB, o Estado passa a dispor de um mapa fiscal único, georreferenciado e integrado, que poderá tornar as transações imobiliárias mais transparentes e reduzir fraudes, mas também reforça o poder de arrecadação.
Com informações de Canal Rural