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Casos de Raiva Bovina Acendem Alerta em Goiás

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09/12/2025
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Início - Notícias e Tendências do Agro - Casos de Raiva Bovina Acendem Alerta em Goiás

A confirmação de um foco de raiva bovina em uma fazenda de Turvelândia, no sudoeste de Goiás, levou o Sistema Faeg/Senar/Ifag a reforçar o estado de atenção no setor pecuário. O caso foi atestado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) no último sábado (6).

Além do animal que teve diagnóstico positivo, outros dez bovinos da mesma propriedade apresentam suspeita de infecção. O médico-veterinário e analista de mercado do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Marcelo Penha, destaca que a doença permanece ativa no estado.

Doença sem cura e transmissão por morcegos

A raiva é provocada por um vírus geralmente disseminado pelo morcego hematófago Desmodus rotundus. Segundo Penha, sinais clínicos como incoordenação motora, salivação intensa, decúbito e morte repentina foram observados nos animais examinados. Uma vez manifestados os sintomas, o desfecho costuma ser fatal.

Casos em diferentes municípios

Nas últimas semanas, foram registrados episódios da doença em Turvelândia, Carmo do Rio Verde, Silvânia e outras áreas onde há presença de morcegos hematófagos. A Agrodefesa confirmou o diagnóstico após análise laboratorial de amostras coletadas do bovino que apresentou sintomas neurológicos e morreu logo em seguida.

A agência sanitária apontou que a comunicação tardia por parte da fazenda impediu a investigação de mortes ocorridas anteriormente, reforçando a necessidade de notificação imediata sempre que houver suspeita.

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Imagem: canalrural.com.br

Orientações de biossegurança

  • Utilizar luvas e máscara ao manejar animais com salivação excessiva;
  • Evitar contato direto com a boca do animal doente;
  • Acionar profissionais habilitados para avaliação clínica e coleta de material.

Medidas recomendadas pela Agrodefesa

  • Vacinação imediata de todo o rebanho na propriedade com caso confirmado;
  • Reforço da imunização em fazendas num raio de até 10 km;
  • Monitoramento de sinais como isolamento, andar cambaleante, tremores e paralisia;
  • Comunicação urgente de qualquer morte súbita ou sintoma suspeito;
  • Vigilância de cavernas e abrigos que possam hospedar morcegos hematófagos.

Impacto econômico

Penha alerta que surtos de raiva elevam custos de manejo, aumentam despesas com vacinação e podem reduzir a oferta de gado em algumas regiões. “Quanto mais rápida for a notificação, menor o impacto sobre o rebanho e a atividade pecuária”, enfatiza.

O acompanhamento constante dos morcegos, a manutenção da vacinação obrigatória e a comunicação ágil com a Agrodefesa são apontados pelos técnicos como fundamentais para conter a disseminação do vírus.

Com informações de Canal Rural

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