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China e México Elevam Tarifas e Afetam Carne Brasileira

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06/01/2026
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Início - Notícias e Tendências do Agro - China e México Elevam Tarifas e Afetam Carne Brasileira

Depois de um 2025 marcado por recordes, as exportações brasileiras de carne bovina começam 2026 diante de barreiras nos dois principais destinos do produto. A partir de 1º de janeiro, a China passou a aplicar uma salvaguarda que estabelece cota de 1,1 milhão de toneladas para compras globais; volumes acima desse limite pagarão sobretaxa de 55%. No mesmo período, o México encerrou a isenção total de tarifas de importação para carnes bovina e suína e fixou alíquota adicional de até 25%.

Dependência do mercado chinês

Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil enviou 3,51 milhões de toneladas de carne bovina ao exterior, quase metade para a China, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para Fernando Iglesias, coordenador de mercados da Safras & Mercado, essa concentração representa um dos maiores riscos atuais. “Qualquer decisão chinesa tem impacto direto nos embarques brasileiros”, afirma.

Iglesias avalia que a cota de 1,1 milhão de toneladas deve ser preenchida apenas no terceiro trimestre, o que oferece prazo para buscar novos compradores. Entre as alternativas, ele cita Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Indonésia, Vietnã, União Europeia e Estados Unidos.

Efeito México

O fim da tarifa zero no México ocorre após forte avanço das vendas brasileiras: de janeiro a novembro do ano passado, os embarques para o país cresceram mais de 200%. Hyberville Neto, diretor da HN Agro, prevê queda de pelo menos 6% nas compras mexicanas em 2026 e lembra que mudanças internas devem reduzir ainda mais a demanda.

Segundo o analista, o México exportou mais de 1,2 milhão de cabeças de gado em 2024, mas a expectativa para 2026 é de exportação nula. O aumento do abate doméstico ampliará a oferta interna e diminuirá a necessidade de importações, inclusive do Brasil.

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Imagem: canalrural.com.br

Compensação parcial pelos EUA

Neto ressalta que a redução nas vendas ao México tende a ser parcialmente compensada pelos Estados Unidos, que retiraram sobretaxas sobre a carne bovina brasileira após anos de incerteza.

Reflexos no mercado interno

No Brasil, Iglesias projeta preços da carne ainda elevados em 2026, sustentados pelo poder de compra limitado do consumidor. Ele admite, porém, “momentos pontuais de alívio” que possam estimular o consumo.

Com informações de Canal Rural

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