Colheita nos EUA e Estratégia da China Travam Mercado de Soja
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O mercado de soja permaneceu praticamente travado na Bolsa de Chicago ao longo desta semana, segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (29) ao projeto Soja Brasil, o especialista atribuiu o comportamento dos preços à proximidade da colheita norte-americana e à postura cautelosa da China nas compras internacionais.
No início de setembro, os Estados Unidos iniciam a colheita da safra 2023/24. Silveira prevê que, entre 15 e 20 de setembro, devem surgir os primeiros números efetivos de produtividade. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimava rendimento médio de 53 bushels por acre, mas avaliações preliminares apontam produtividade inferior, o que pode reduzir as projeções de estoque final para o ciclo seguinte.
A China, maior importadora global, realizou sua última compra significativa de soja norte-americana em maio. Desde então, os chineses concentraram a demanda no produto brasileiro. “É provável que continuem adquirindo algum volume dos EUA, mas menor”, afirmou o consultor. Caso essas aquisições não ocorram, os estoques norte-americanos tendem a ficar elevados.
No Brasil, os prêmios nos portos já refletem o cenário de aperto na oferta. Embora o line-up esteja contido, o mercado segue aquecido em relação ao mesmo período do ano passado, ainda que com menor intensidade. O prêmio, que chegou a ultrapassar US$ 2,00 por bushel, recuou para cerca de US$ 1,50, variando conforme a posição.
Imagem: Pixabay via canalrural.com.br
Silveira ressaltou que, mesmo diante de leve perda de agressividade nos preços, é necessário monitorar o ritmo de exportação e o consumo externo. Para a safra atual, a expectativa é de estoques domésticos bem acima do registrado em 2024/25, mesmo considerando embarques mais robustos.
Com informações de Canal Rural