Crédito para Agricultura Familiar Cai 30% no Rio Grande do Sul

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O financiamento destinado à agricultura familiar no Rio Grande do Sul recuou quase 30% entre julho e novembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023. O dado foi divulgado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), que relaciona a queda ao endividamento dos produtores, aos preços baixos pagos pelos produtos e às perdas sucessivas provocadas por fenômenos climáticos.
Segundo o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, a maioria dos agricultores registra prejuízos há cinco anos, seja por enchentes ou estiagens. Neste ciclo, mesmo com uma boa produção de arroz, trigo e leite, o retorno financeiro não cobre os custos.
- Arroz: vendido entre R$ 54 e R$ 55 por saca, enquanto o custo de produção varia de R$ 87 a R$ 90;
- Trigo: valor pago ao agricultor também fica abaixo das despesas da lavoura;
- Leite: preço ideal seria cerca de R$ 2,30, mas produtores recebem em torno de R$ 1,80 por litro.
A federação ressalta que o endividamento permanece sem solução. Dos R$ 12 bilhões liberados pelo governo federal, apenas cerca de 30% das dívidas foram cobertas, distante dos R$ 25 bilhões considerados necessários para equilibrar as contas das famílias rurais.
Com dívidas elevadas, muitos produtores perderam acesso ao crédito rural. A Fetag-RS também aponta que apenas 10% da produção no estado conta com proteção de programas como Proagro ou seguro rural. A combinação de menor financiamento, pouca cobertura de risco e a previsão de nova estiagem aumenta a preocupação com as próximas safras.

Imagem: Tomaz Silva via canalrural.com.br
Com informações de Canal Rural