Criadouro Questiona Laudo de Circovírus em Ararinhas-Azuis

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O Criadouro Ararinha-azul contestou, nesta semana, o laudo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que apontou resultado positivo para circovírus em 11 ararinhas-azuis recapturadas na Caatinga baiana.
Segundo o ICMBio, os exames foram realizados após a recaptura das aves, consideradas as últimas representantes da espécie em vida livre. A entidade informou que todas as 11 amostras indicaram presença do vírus, o que levou à aplicação de multa de R$ 1,8 milhão ao criadouro.
O criadouro afirma ter recebido resultados divergentes. Testes recentes apontaram a detecção do patógeno em apenas cinco animais, sendo três do plantel mantido em cativeiro e dois das aves recapturadas. Outros exames, de metodologia diferente, registraram apenas três amostras positivas. Todas as araras identificadas como portadoras do vírus estão isoladas, sem contato com as demais, com utensílios e equipe exclusivos.
A direção da instituição declara não ter acesso ao laudo completo que embasou a autuação e solicitou formalmente os documentos, além de uma reunião técnica com os laboratórios envolvidos para reavaliar os resultados.
De acordo com o criadouro, a estrutura dispõe de mais de 2,6 mil m², segue protocolos rígidos de biossegurança e conta com profissionais brasileiros e estrangeiros especializados em manejo e reprodução da espécie. A equipe, formada por médicos-veterinários e especialistas, atua há mais de 15 anos na conservação das ararinhas-azuis, em regime de tempo integral.
Imagem: MIGUEL MONTEIRO via canalrural.com.br
A instituição reforça que as aves recebem alimentação balanceada, assistência veterinária permanente e são mantidas em ambiente limpo e seguro, com práticas voltadas ao bem-estar físico e psicológico. O criadouro defende que todas as decisões sobre o caso sejam técnicas, proporcionais e centradas na proteção da população de ararinhas na Caatinga.
Com informações de Canal Rural