Dívidas e perdas climáticas pressionam produtores do RS

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Produtores rurais do Rio Grande do Sul relatam agravamento da crise financeira após sucessivos prejuízos causados por eventos climáticos e restrição de crédito. Apesar de medidas governamentais, poucas dívidas foram renegociadas e o planejamento da safra 2025/26 está comprometido.
Nos últimos cinco anos, quebra de produção superior a 40%, enchentes que apodreceram grãos e forte erosão do solo encareceram contratos de arrendamento, sobretudo em áreas de soja. Esses fatores fizeram o estado cair da vice-liderança para a quarta posição nacional na cultura, mesmo com projeções otimistas de recuperação de órgãos como Emater e Conab.
O plantio oficial de soja foi liberado em 1º de outubro, mas muitos agricultores ainda não têm sementes, adubos nem defensivos. Sem acesso ao crédito e com dívidas acumuladas, parte dos produtores opta por reduzir a área cultivada ou devolver terras arrendadas.
A Medida Provisória 1.314, que destinou R$ 12 bilhões para renegociação de débitos, ainda não alcança a maioria dos agricultores. Inicialmente, 93 municípios ficaram fora do benefício; após novas negociações, outros 56 foram adicionados à lista.

Imagem: pessoal via canalrural.com.br
Representantes do setor defendem maior flexibilidade bancária e ação coordenada do governo para garantir a continuidade da produção, especialmente após a sequência de calamidades climáticas que tornou a atividade considerada insustentável em várias regiões gaúchas.
Com informações de Canal Rural