Dólar em Alta e Chicago Não Liberam Vendas de Soja

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O mercado brasileiro de soja começou a semana com baixa liquidez, característica do período de fim de ano. Mesmo com o dólar valorizado e com a recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, produtores e compradores mantiveram-se afastados, informou o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
No segmento da nova safra, não foram registrados negócios relevantes. Agricultores continuam pedindo valores acima da paridade de exportação, enquanto compradores mostram pouco apetite para fechar contratos. No mercado spot, as indicações seguem majoritariamente nominais, refletindo escassa demanda da indústria e dos portos, limitada a pequenos lotes pontuais.
Preços no mercado físico
- Passo Fundo (RS): R$ 139,00 por saca (alta de R$ 1,00)
- Santa Rosa (RS): R$ 140,00 (alta de R$ 1,00)
- Cascavel (PR): R$ 136,00 (estável)
- Rondonópolis (MT): R$ 124,00 (alta de R$ 1,00)
- Dourados (MS): R$ 126,00 (queda de R$ 0,50)
- Rio Verde (GO): R$ 126,00 (queda de R$ 1,00)
Nos portos, as cotações permaneceram inalteradas: Paranaguá (PR) a R$ 143,00 por saca e Rio Grande (RS) a R$ 144,00.
Cenário externo
Em Chicago, os futuros da soja encerraram em alta após seis pregões de queda, apoiados por ajuste técnico, avanço do petróleo, enfraquecimento do dólar frente a outras moedas e anúncio de nova venda norte-americana à China.
Exportadores dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura (USDA) a venda de 396 mil toneladas para a China, distribuídas entre 330 mil t para a safra 2025/26 e 66 mil t para 2026/27. Apesar disso, as exportações totais seguem abaixo do ano passado:
Imagem: canalrural.com.br
- Vendas líquidas 2025/26 na semana encerrada em 4 de dezembro: 1,552 milhão de t;
- Inspeções na semana encerrada em 18 de dezembro: 870.199 t;
- Acumulado do ano-safra: 14,58 milhões de t (menos da metade das mais de 27 milhões da temporada anterior).
Do lado chinês, as importações de soja brasileira cresceram 48,5% em novembro, atingindo 5,95 milhões de toneladas. No acumulado de 2024, o país comprou 76,7 milhões de toneladas do Brasil, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2023. Pelo terceiro mês seguido, não houve embarques norte-americanos para o mercado chinês.
Câmbio
O dólar comercial subiu 0,97% e fechou a R$ 5,5835, fator que contribuiu para sustentar as cotações internas, mas não foi suficiente para destravar as negociações.
Com informações de Canal Rural