Dólar Volátil e Guerra Comercial Testam Exportações do Brasil

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A intensificação da disputa tarifária entre Estados Unidos e China mantém o dólar instável e impõe desafios e oportunidades ao Brasil, segundo avaliação de Carlos Henrique, CEO da fintech Sttart Pay.
Brasil ocupa espaço deixado pelos EUA
De acordo com o executivo, a principal vantagem brasileira decorre da ausência de produtos norte-americanos no mercado chinês. Esse vácuo tem sido preenchido com:
- Soja: embarques ao destino asiático alcançaram níveis recordes;
- Carne bovina: vendas para a China cresceram enquanto os embarques para os EUA recuaram.
Efeito possível sobre a inflação interna
Henrique destaca que as barreiras impostas pelos EUA podem redirecionar manufaturados chineses ao Brasil. Maior oferta de eletrônicos, têxteis e bens duráveis tende a pressionar os preços para baixo, aliviando a inflação.
Riscos de retaliação e incerteza
Apesar dos benefícios, o país também fica exposto a contramedidas protecionistas de Washington e à volatilidade global, o que dificulta o planejamento de empresas e investidores.
Dólar sobe após tocar mínima
A moeda norte-americana chegou ao menor nível desde junho do ano passado, mas voltou a ganhar força nas últimas semanas. A tensão EUA-China e a postura imprevisível do presidente Donald Trump sustentam a volatilidade.
Imagem: Pixabay via canalrural.com.br
Comércio mundial em ritmo lento
A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta crescimento de apenas 0,5% do comércio global em 2025. Para Henrique, esse ambiente reforça dúvidas sobre a hegemonia do dólar, que estaria “corroído pela desconfiança” e pela busca de alternativas mais estáveis.
Com informações de Canal Rural