Eleições e Clima Desafiam Agro Brasileiro em 2026

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O agronegócio brasileiro entra em 2026 diante de um quadro que combina eleições nacionais e estaduais, instabilidade geopolítica, pressões econômicas e eventos climáticos cada vez mais severos. A avaliação é de Rebecca Lucena, diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados.
Cenário político
As eleições de 2026 devem intensificar a disputa entre projetos de esquerda e direita, influenciando o ritmo das votações no Congresso e nos governos estaduais. Temas de maior apelo eleitoral tendem a ganhar prioridade, enquanto pautas estruturantes podem avançar mais lentamente. Mesmo assim, o setor agropecuário mantém forte representação parlamentar, fator que tem garantido a análise de propostas sob a ótica da produção e da segurança alimentar.
Exemplos recentes
- Lei do Autocontrole aprovada durante o governo Jair Bolsonaro;
- Debates sobre o Licenciamento Ambiental e o Marco Legal dos Defensivos Agrícolas no governo Lula.
Pressões econômicas
Juros elevados, câmbio volátil, aumento no custo de insumos e ajustes fiscais em diversos países devem manter o ambiente de cautela. Apesar disso, o agro segue como um dos principais sustentáculos do PIB, das exportações e do emprego no Brasil, apoiado pela demanda global contínua por alimentos.
Geopolítica e comércio exterior
O Ministério da Agricultura, por meio dos adidos agrícolas, busca ampliar mercados após o “tarifaço” de 2025. O acordo Mercosul-União Europeia continua entre as prioridades estratégicas; qualquer avanço pode significar diversificação e maior valor agregado às exportações.
China permanece como principal compradora de commodities brasileiras, numa relação pautada por volume e regularidade. Já os Estados Unidos, concorrentes em vários mercados, mantêm influência sobre regras comerciais e tarifas, com a relação bilateral marcadamente pragmática sob o presidente Donald Trump.
Imagem: canalrural.com.br
Impacto das mudanças climáticas
Eventos extremos, alterações no regime de chuvas e perdas produtivas exigem políticas públicas coordenadas, seguros rurais mais robustos e integração das agendas ambiental, agrícola e econômica para transformar risco em resiliência.
Segundo Lucena, o setor chega a 2026 com ativos relevantes — capacidade produtiva, tecnologia e protagonismo internacional —, mas precisará atuar de forma articulada para enfrentar um ambiente global mais fragmentado e imprevisível.
Com informações de Canal Rural