Entidades Reforçam Regras Para Herbicidas Hormonais

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Três meses após a Justiça proibir o uso do herbicida hormonal 2,4-D no Rio Grande do Sul até dezembro de 2025, cinco entidades do agronegócio divulgaram um ofício com recomendações técnicas para reduzir a deriva desse tipo de produto e preservar culturas sensíveis.
O documento é assinado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), Croplife Brasil, Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).
Alerta para possíveis restrições
Segundo as entidades, o aumento de relatos de danos em vinhedos, macieiras, tomateiros e algodoeiros acende um sinal de alerta. Caso o problema persista, o setor pode enfrentar limitações mais severas ao uso de herbicidas hormonais, essenciais no controle de plantas daninhas de folhas largas em cultivos como soja, milho e arroz.
Principais recomendações técnicas
- Pontas de indução de ar: uso exclusivo de bicos que formem gotas grossas ou extremamente grossas, conforme bula e receita agronômica.
- Calibração de equipamentos: qualquer mudança na pressão, velocidade ou altura da barra exige nova conferência.
- Volume de calda: preferência por valores próximos ao limite máximo indicado em bula para gerar gotas maiores e garantir cobertura uniforme.
- Condições meteorológicas: aplicar apenas com umidade relativa acima de 55%, temperatura inferior a 30 °C e vento entre 3 km/h e 10 km/h.
- Cenários proibidos: inversão térmica, comum nas primeiras horas da manhã, e correntes convectivas em dias muito quentes e secos.
- Áreas vizinhas: interromper a pulverização se a direção do vento indicar risco de atingir culturas sensíveis.
- Produtos registrados: adquirir apenas defensivos com registro no Ministério da Agricultura e checar embalagem, fabricante e número de registro.
Orientação na venda
Distribuidores e cooperativas devem instruir o produtor sobre o modelo de ponta, faixa de pressão adequada, condições climáticas recomendadas e culturas próximas. Caso o pulverizador não tenha bicos compatíveis, a troca deve ser feita antes da aplicação, devendo-se registrar que o usuário recebeu todas as orientações.
O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, Fábio Kagi, ressalta que “a prevenção da deriva é um compromisso coletivo e essencial para proteger culturas sensíveis e manter as ferramentas de manejo disponíveis”. Ele também alerta para o risco de formulações ilegais, como antigas versões do 2,4-D éster butílico, que apresentam maior volatilidade e não possuem registro no país.
Imagem: canalrural.com.br
As entidades concluem que identificar, recusar e denunciar produtos clandestinos é fundamental para a segurança de toda a cadeia produtiva.
Com informações de Canal Rural