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Especialista Alerta para Falta de Proteção no Agro

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11/01/2026
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O comentarista de economia e política Miguel Daoud afirma que o agronegócio brasileiro chega a uma fase de maior instabilidade global sem o respaldo estatal que sustenta produtores em outras grandes economias.

Segundo o analista, nas últimas três décadas o Brasil se consolidou como um dos principais fornecedores de commodities, impulsionado por crescimento populacional, urbanização e aumento do consumo mundial de alimentos. No entanto, o ambiente externo mudou e, hoje, a dívida combinada de governos e empresas já equivale a cerca de 360% do PIB mundial, cenário que se soma a crescimento econômico mais lento e tensões geopolíticas crescentes.

Daoud destaca que Estados Unidos, Europa e China enfrentaram estágio semelhante oferecendo subsídios permanentes e estruturais ao setor agropecuário. No Brasil, essa opção é limitada pelo alto endividamento público e pelo reduzido espaço fiscal, que concentra incentivos apenas na agricultura familiar.

O especialista alerta que dívidas elevadas dificultam a queda dos juros, mantendo o país entre os que apresentam as taxas mais altas do mundo. Esse quadro eleva o custo do crédito, complica renegociações e pressiona o caixa dos produtores.

Principais pontos de risco levantados

  • Elevação do endividamento rural;
  • Crescimento dos pedidos de recuperação judicial;
  • Ausência de seguro rural eficaz;
  • Infraestrutura insufficiente, especialmente em armazenagem;
  • Margens apertadas devido ao avanço dos custos de produção.

Nesse contexto, aponta Daoud, estratégias como diversificação, integração de atividades, agregação de valor e gestão financeira rigorosa deixam de ser opcionais e passam a funcionar como mecanismos de defesa econômica.

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Imagem: canalrural.com.br

O comentarista frisa que não se trata de abandonar a produção de commodities, mas de reduzir a exposição diante de um ciclo que combina juros altos, menor crescimento global e ausência de uma rede pública de proteção ao produtor rural brasileiro.

Para Daoud, refletir sobre essas vulnerabilidades é essencial para evitar que o setor opere “no piloto automático” em um momento de elevada incerteza internacional.

Com informações de Canal Rural

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