Estudo Aponta Falhas em Seguros Climáticos para TUPs

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03/12/2025
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Início - Notícias e Tendências do Agro - Estudo Aponta Falhas em Seguros Climáticos para TUPs

A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) divulgaram na terça-feira (2), em Brasília, o estudo “Diagnóstico de Seguros em Terminais Portuários Autorizados”. O documento indica que a cobertura oferecida pelas seguradoras brasileiras é insuficiente diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos, criando entraves operacionais e financeiros para os Terminais de Uso Privado (TUP).

Desde fevereiro de 2024, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) passou a exigir que esses terminais contratem apólices obrigatórias. Porém, a localização fora de portos organizados transfere às empresas responsabilidades adicionais, como o gerenciamento de acessos terrestres, o que eleva a complexidade dos seguros.

Riscos climáticos citados

  • Enchentes
  • Vendavais
  • Granizo
  • Marés de tempestade
  • Secas
  • Ondas de calor

Principais obstáculos identificados

  • Baixa concorrência entre seguradoras
  • Práticas conservadoras de precificação
  • Falta de conhecimento técnico sobre operações portuárias
  • Franquias altas, muitas vezes dolarizadas
  • Exposição cambial devido a equipamentos importados
  • Estruturas complexas de cosseguro e resseguro atreladas ao “Risco Brasil”

O levantamento ressalta lacunas específicas: o mercado nacional não cobre adequadamente ocorrências como excesso de calor nem secas prolongadas, e há limitações para riscos sistêmicos, a exemplo da elevação do nível do mar.

Frente às restrições, alguns terminais recorrem a programas globais de seguros, enquanto outros investem mais em medidas de adaptação estrutural do que em transferência de risco.

Recomendações do estudo

  • Ampliar o diálogo entre terminais e seguradoras
  • Aprimorar as regras para coberturas climáticas
  • Reduzir incertezas regulatórias
  • Ajustar modelos de precificação
  • Criar produtos alinhados à realidade portuária

Para Murillo Barbosa, presidente da ATP, o avanço dessa pauta é “essencial para garantir mais previsibilidade, segurança jurídica e eficiência aos terminais privados”. O secretário-executivo do MPor, Tomé França, defendeu regras modernas que equilibrem as relações entre contratantes e seguradoras. Já a diretora de Assuntos Econômicos da pasta, Helena Venceslau, informou que o governo trabalha com o setor para desenvolver soluções com melhor precificação.

Estudo Aponta Falhas em Seguros Climáticos para TUPs - Imagem do artigo original

Imagem: Porto de Santos via canalrural.com.br

O diagnóstico conclui que a superação dos gargalos depende de governança integrada entre iniciativa privada, seguradoras e Poder Público, capaz de reduzir custos e fortalecer o sistema de seguros portuários, especialmente os ligados a riscos climáticos.

Com informações de Canal Rural

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