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Farsul Vê Clima e Dívidas como Obstáculos à Safra 2025/26

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17/12/2025
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Início - Notícias e Tendências do Agro - Farsul Vê Clima e Dívidas como Obstáculos à Safra 2025/26

A agropecuária do Rio Grande do Sul continuará sob pressão na safra 2025/26 devido a perdas climáticas, alto endividamento e dificuldade de acesso ao crédito. O diagnóstico foi apresentado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) nesta terça-feira (16), em Porto Alegre.

Perdas acumuladas e impacto econômico

Entre as safras de 2020 e 2025, o estado deixou de colher cerca de 48,6 milhões de toneladas de soja, milho, trigo e arroz. Segundo a entidade, o volume corresponderia a quatro voltas e meia no trajeto do Oiapoque ao Chuí. As quebras resultaram em impacto estimado de R$ 373 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho, retirando aproximadamente 0,5% do PIB de circulação na economia, conforme destacou o presidente da Farsul, Gedeão Pereira.

Projeção para 2025/26

Considerando o atual cenário climático, a federação projeta queda de 6% na produção da próxima safra. A entidade alerta que, sem melhora nas condições do tempo, o resultado pode comprometer a renda dos produtores e a receita do estado.

Endividamento recorde

Outro ponto de preocupação é o elevado nível de endividamento. Em outubro, a inadimplência do setor atingiu 6,15%, o maior percentual já registrado. Para o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, mesmo com uma ou mais safras cheias, grande parte da renda deverá ser destinada ao pagamento de dívidas, exigindo equilíbrio financeiro aliado a condições climáticas favoráveis.

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Imagem: canalrural.com.br

Setores mais afetados

  • Arroz: área plantada deve encolher entre 8% e 12% para reduzir estoques e aliviar a pressão sobre os preços.
  • Leite: a produção de 2023 foi a menor em 14 anos. Para 2024, a expectativa é de alta de 8%, mas o setor mantém cautela diante do aumento das importações e dos baixos preços pagos ao produtor.

Transição na Farsul

Domingos Velho Lopes, que assume a presidência da entidade em janeiro, afirmou que a prioridade será intensificar o diálogo entre campo e cidade, ampliar o consumo interno, buscar novos mercados internacionais e diversificar o uso dos produtos para reduzir a alavancagem financeira dos produtores.

Com informações de Canal Rural

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