Fazenda Cerejo Combina ILP e Boitel para Abates Precoces

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A Fazenda Cerejo, em Angélica (MS), tornou-se referência regional ao unir sucessão familiar e tecnologia para intensificar a produção pecuária. Sob gestão de Gabriel Garcia Nascimento, terceira geração da família, a propriedade adota Integração Lavoura-Pecuária (ILP), sistemas de irrigação e nutrição de alto desempenho.
Como funciona o modelo produtivo
- Recria e engorda: animais entram em pastagens formadas após a colheita de soja e milho; a terminação leva de 100 a 120 dias.
- Capacidade: 7,2 mil cabeças em estoque e 2,5 giros ao ano.
- Alimentação: utilização de DDG das usinas de etanol de milho da região para reduzir custos e elevar aporte energético.
- Resultados: abate de bovinos muito jovens, com dentição de zero a dois dentes, e carcaças acima de 22 arrobas.
Os números permitem acessar bonificações do programa Precoce MS, que chegam a aproximadamente R$ 180 por animal. Além do próprio rebanho, a fazenda opera como boitel, engordando gado de parceiros que buscam o mesmo padrão de carcaça.
Sustentabilidade e legado familiar
Com investimento em irrigação, a Cerejo realiza até três safras anuais, garantindo pasto verde e silagem mesmo em períodos secos. As nascentes do Córrego Cerejo, que nasce dentro da propriedade, são preservadas com rigor.
Fundada em 1964 pelo avô de Gabriel, a fazenda mantém ações sociais, como a doação de R$ 1 por cabeça abatida ao Hospital de Amor de Barretos. Aporte técnico também é compartilhado com produtores de todo o país durante o evento Conexão GN.

Imagem: canalrural.com.br
Com informações de Canal Rural