Feijão Brasileiro Ganha Status Premium no Mercado Global

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O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, afirma que o feijão produzido no Brasil vive um processo de valorização semelhante ao experimentado pelo café nas últimas décadas. Segundo o dirigente, o grão saiu da condição de alimento básico para assumir papel de “superfood” desejada por consumidores que buscam proteína saudável e sustentável.
Demanda internacional em alta
De acordo com Lüders, a procura mundial por fontes de proteína de baixo impacto ambiental impulsiona o interesse por variedades como feijão-vermelho, feijão-fradinho, feijão-rajado e o tradicional feijão-preto. Esses grãos, antes vistos apenas como acompanhamento, já ocupam prateleiras de mercados estrangeiros com apelo de produto premium.
Paralelo com o mercado de café
O executivo compara a trajetória atual do feijão com a do café, que deixou de ser commodity genérica para conquistar consumidores dispostos a pagar mais por sabor, origem e história do produtor. Para Lüders, produtores brasileiros podem adotar a mesma estratégia, agregando valor por meio de rastreabilidade e narrativa de origem.
Influência europeia e gourmetização
A expansão do feijão na alta gastronomia teve impulso na Europa, onde pratos tradicionais, como o cassoulet francês, elevaram o grão ao status de culinária refinada. No Brasil, chefs passaram a incluir variedades regionais — manteiguinha de Santarém, roxinho e andu — em cardápios de restaurantes premiados, acompanhando carnes nobres e frutos do mar.
História e tradição
Lüders destaca que o feijão acompanha a formação cultural sul-americana há milênios, presente em rotas indígenas como os Caminhos do Peabiru e, mais tarde, na alimentação dos tropeiros. Ao exportar o grão, o país leva junto esse patrimônio histórico, considerado diferencial competitivo no mercado global.
Imagem: canalrural.com.br
Tendência de conveniência
Com a rotina acelerada prevista para 2026, o Ibrafe observa crescimento do segmento de feijão pronto para consumo. Produtos cozidos no vapor, embalados a vácuo ou transformados em snacks prometem unir praticidade e valor nutricional, ampliando oportunidades de exportação com tecnologia de processamento nacional.
Para o presidente do instituto, o Brasil reúne qualidade, escala produtiva e narrativa cultural capazes de atender à “fome mundial de feijão” nos próximos anos.
Com informações de Canal Rural