Governo Pressiona Para Avançar Acordo Mercosul–UE

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O recuo temporário do Parlamento Europeu, que na quarta-feira (21) encaminhou o acordo Mercosul–União Europeia ao Tribunal de Justiça do bloco, levou o governo brasileiro e o Congresso Nacional a acelerar a tramitação interna do tratado.
Na quinta-feira (22), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar nos próximos dias o texto para apreciação parlamentar. Alckmin declarou que a iniciativa pretende viabilizar uma vigência provisória enquanto a análise jurídica ocorre na Europa, processo que pode levar até dois anos.
Congresso sinaliza prioridade
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), assegurou que o impasse europeu não impede o início do exame no Legislativo brasileiro. Segundo o senador, a primeira etapa ocorrerá na delegação brasileira do Parlamento do Mercosul, seguida de debates separados na Câmara dos Deputados e no Senado.
Trad relatou ter recebido respaldo dos presidentes das duas Casas: o deputado Hugo Motta convocará líderes partidários ainda em fevereiro, e o senador Davi Alcolumbre prometeu tratamento prioritário ao tema.
Aval europeu e impacto econômico
Durante reunião com parlamentares brasileiros, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, elogiou a rapidez prometida e afirmou que a movimentação pode estimular procedimentos semelhantes no bloco europeu.
Imagem: canalrural.com.br
Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a paralisação revela disputa de narrativa alimentada por lobby contrário a produtos brasileiros. A agência projeta que o acordo pode elevar as exportações do país em cerca de US$ 7 bilhões, beneficiando setores como máquinas, equipamentos de transporte, autopeças, motores, geradores de energia e indústria aeronáutica, graças à redução imediata de tarifas. Oportunidades também são previstas para couro, pedras de cantaria, facas, lâminas e itens da indústria química.
Mesmo diante da incerteza europeia, Planalto e Congresso avaliam que acelerar a ratificação interna mantém vivo um tratado negociado há 26 anos e reforça a posição brasileira no comércio internacional.
Com informações de Canal Rural