Guerra Comercial Eleva Preço da Soja Brasileira em 2025

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A disputa tarifária entre Estados Unidos e China mudou o rumo do mercado de soja em 2025 e deve continuar influenciando as cotações em 2026, aponta a consultoria Safras & Mercado.
Oferta recorde, mas preços firmes
No campo, a produção foi robusta nos principais países:
- Brasil: 171,8 milhões de toneladas, novo recorde, apesar de quebra de 40% no Rio Grande do Sul por seca.
- Estados Unidos: 119 milhões de toneladas na safra 2024/25.
- Argentina: 50,5 milhões de toneladas, considerada “muito boa”.
Mesmo com oferta abundante, atrasos na colheita e a intensificação da guerra comercial evitaram a esperada queda de preços.
China migra compras para o Brasil
A partir de maio de 2025, Pequim praticamente interrompeu a aquisição de soja norte-americana e passou a aproveitar a grande disponibilidade brasileira. O movimento sustentou prêmios de exportação, que se mantiveram firmes no primeiro semestre e dispararam depois desse período.
Impacto nos preços internos
No mercado físico brasileiro, os valores chegaram a superar a paridade de exportação em diversos momentos. A indústria de processamento enfrentou margens apertadas porque o farelo recuou na bolsa enquanto o grão subiu no spot.
Chicago lateralizada
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos oscilaram entre US$ 9,50 e US$ 11,50 por bushel, refletindo a retração da demanda chinesa pela soja dos EUA. A menor atratividade levou produtores americanos a destinar parte da área à cultura do milho para 2025/26.
Imagem: canalrural.com.br
Recorde de embarques brasileiros
As exportações brasileiras deverão fechar 2025 entre 108 e 109 milhões de toneladas, volume sem precedentes. A China deve responder por 83 a 84 milhões de toneladas desse total, ante 72,5 milhões de toneladas embarcadas em 2024.
Acordo EUA-China e riscos para 2026
No fim de outubro, Washington e Pequim anunciaram intenção de compra de 12 milhões de toneladas até dezembro, depois prorrogada para fevereiro, além de cerca de 25 milhões de toneladas anuais pelos próximos três anos. Caso esses volumes se confirmem, a demanda chinesa pela soja brasileira pode perder fôlego em 2026, ano em que a produção nacional é estimada em 178,7 milhões de toneladas.
Com informações de Canal Rural