Japão Pode Liberar Carne Bovina de Apenas Alguns Estados

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O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, afirmou que o anúncio de abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira deve ocorrer entre novembro e dezembro deste ano. A previsão reforça declaração anterior do ministro Carlos Fávaro, que citou o mês de novembro como provável data para a decisão.
Rua, que passou a semana em negociações no Japão, indicou que a liberação dificilmente contemplará todos os estados brasileiros. “Os japoneses decidirão de quem querem comprar”, resumiu o secretário. Mesmo com essa limitação, ele classifica a possível entrada no mercado asiático como “uma conquista histórica”.
Próximos passos
- Relatório final: deve ser entregue entre agosto e início de setembro, caso não haja novas solicitações de informações.
- Trâmites burocráticos: após o relatório, Brasil e Japão negociarão o texto do certificado sanitário.
- Anúncio oficial: ocorre assim que o certificado for aprovado por ambos os governos.
Em junho, técnicos japoneses visitaram o Brasil para auditar o sistema sanitário. Além de inspeções no Mapa, a comitiva esteve na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
Potencial de demanda
Segundo a diretora-executiva da Agrifatto, Lygia Pimentel, o Japão poderia importar inicialmente entre 30 mil e 50 mil toneladas de carne bovina brasileira, sobretudo para uso como ingrediente em produtos processados. O país asiático consome cerca de 650 mil toneladas anuais e paga, em média, US$ 7,1 mil por tonelada — valores superiores aos US$ 4,8 mil praticados pelo Brasil em outros mercados e aos US$ 5,7 mil obtidos nas vendas aos Estados Unidos.
Pimentel observa que o Japão busca cortes com características específicas, como maior presença de genética Angus, pouco comum no rebanho nacional. Atualmente, México e outros fornecedores complementam a oferta japonesa.
Imagem: agro.estadao.com.br
Com a definição dos estados habilitados, o governo brasileiro espera consolidar mais um importante destino para a proteína nacional.
Com informações de Agro Estadão