Lula Recebe Lideranças da UE antes de Assinar Acordo Mercosul

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro ocorre na véspera da assinatura oficial do tratado de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, marcada para sábado (17) em Assunção, Paraguai.
Rua a passos do tratado
De acordo com o Palácio do Planalto, a conversa abordará temas da agenda internacional e os próximos estágios do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia. Após a reunião está prevista declaração conjunta à imprensa.
Cerimônia em Assunção
A assinatura do pacto comercial ocorrerá às 12h15 (horário local) no Gran Teatro José Asunción Flores, sede do Banco Central do Paraguai. O local simboliza o bloco sul-americano: foi lá que, em 26 de março de 1991, foi firmado o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul. O Paraguai exerce atualmente a presidência pro tempore do bloco.
Dimensão do acordo
- Mercado potencial: cerca de 800 milhões de consumidores.
- PIB combinado: equivalente a 25% da economia mundial.
- Fluxo comercial estimado: US$ 100 bilhões.
O chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano classificou o pacto como o entendimento mais relevante já obtido pelo Mercosul em acesso a mercados.
Impacto para o Brasil
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o tratado permitirá ao país vender praticamente todo o portfólio do agronegócio à UE. Segundo ele, a principal resistência vinha de nações europeias, especialmente a França, preocupadas com a competitividade do setor agropecuário brasileiro.
Atualmente, a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China, e também o segundo destino das exportações do agronegócio nacional.
Imagem: canalrural.com.br
Regras e compromissos
O texto prevê redução gradual e posterior eliminação de tarifas, além de disposições sobre indústria, serviços, investimentos e compromissos ambientais, incluindo metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. O governo brasileiro avalia que o acordo reforça a posição do país em discussões climáticas, especialmente antes da COP30, que será sediada no Brasil.
Próximos passos
Mesmo após a assinatura, o tratado só entrará em vigor depois de aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos legislativos nacionais dos 32 países envolvidos, entre eles o Congresso Nacional. Alckmin informou que, no bloco europeu, já há 21 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção. A expectativa do governo brasileiro é concluir a internalização no primeiro semestre, permitindo implementação no segundo.
Somados, Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia) e os 27 membros da União Europeia reúnem cerca de 720 milhões de habitantes e um PIB aproximado de US$ 22 trilhões.
Com informações de Canal Rural