Mercado de Café Oscila no Início de 2026

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Os contratos futuros de café iniciaram 2026 com fortes oscilações em Nova York e Londres, refletindo a atenção dos agentes à próxima safra brasileira, cuja colheita começa entre abril e maio.
No acumulado de janeiro, o arábica recuou 0,9% em Nova York, enquanto o robusta avançou 5,8% em Londres. No mercado físico do Brasil, o arábica caiu de forma mais acentuada, sobretudo no Sul de Minas Gerais, e o conilon registrou leve valorização no Espírito Santo.
Sinais de maior oferta em 2026
Segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, o mercado passou por acomodação após a instabilidade provocada por tensões geopolíticas na América do Sul. Com a volta das chuvas e temperaturas mais amenas, aumentou o otimismo sobre a safra de arábica do Brasil, pressionando os preços em Nova York.
No sentido oposto, a oferta restrita do Vietnã durante sua colheita sustentou os preços do robusta, ampliando o diferencial entre as bolsas. A desvalorização de 5,35% do dólar comercial até 29 de janeiro também contribuiu para pressionar as cotações internas.
Orientação ao produtor
Barabach afirma que o mercado já considera a possibilidade de maior oferta global em 2026, embora o cenário produtivo ainda possa mudar. Nesse contexto, ele recomenda que os produtores acompanhem o câmbio, as cotações internacionais e adotem estratégia de comercialização cautelosa, com vendas graduais.
Imagem: canalrural.com.br
Apesar das expectativas, o contrato março de 2026 do arábica voltou a testar patamares próximos aos registrados em dezembro, reforçando a necessidade de monitoramento constante dos fatores cambiais e dos preços do petróleo.
Com informações de Canal Rural