Novas Espécies de Mamíferos São Registradas em Brumadinho

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Um programa de monitoramento da biodiversidade executado pela Vale, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e outras instituições acadêmicas, confirmou a presença de sete espécies de pequenos mamíferos não voadores que até então não haviam sido registradas na região de Brumadinho e na bacia do Rio Paraopeba, em Minas Gerais.
O trabalho, iniciado há quatro anos para orientar ações de conservação, já acompanhava 15 espécies conhecidas. Com os novos achados, o inventário local passa a contar com 22 representantes, entre roedores e marsupiais que pesam menos de 1,5 kg e atuam como dispersores de sementes.
Espécies identificadas pela primeira vez
- Cuíca-lanosa (Caluromys philander)
- Cuíca-graciosa (Gracilinanus agilis)
- Cuíca-de-rabo-curto (Monodelphis domestica)
- Cuíca-quatro-olhos (Philander quica)
- Bibimys labiosus
- Calomys tener
- Cerradomys scotti
A bióloga Cristiane Cäsar, especialista em biodiversidade da Vale, afirmou que as descobertas representam um avanço para a ciência e para a recuperação ambiental, sinalizando a permanência da fauna silvestre nas áreas próximas aos locais em restauração.
Segundo a pesquisadora, espécies como a Cuíca-lanosa e o rato-do-mato (Cerradomys scotti) estão associadas a ambientes florestais da Mata Atlântica, enquanto Calomys tener é típica de áreas mais abertas do Cerrado, o que demonstra a diversidade de habitats na região.
Para o professor Adriano Paglia, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG, o monitoramento contínuo permitirá avaliar a recolonização das áreas impactadas, ajustando estratégias de manejo conforme a abundância e a distribuição dos animais.
Imagem: canalrural.com.br
A iniciativa integra as ações de reparação após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em janeiro de 2019, que resultou em 272 mortes e no derramamento de mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Paraopeba.
Com informações de Canal Rural