ONU projeta 2025 como 2º ano mais quente da História

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à ONU, estima que 2025 deve encerrar como o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado no planeta. Mesmo com sinais tímidos de desaceleração das médias globais, a série de recordes mensais de temperatura continua.

O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, afirma que o cenário confirma projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Ele recorda que, ainda no século 19, o químico sueco e prêmio Nobel Svante Arrhenius alertou que dobrar a concentração de dióxido de carbono na atmosfera poderia elevar a temperatura média global em cerca de 5 °C.

Müller destaca que, desde a era pré-industrial, as emissões de gases de efeito estufa cresceram de forma acelerada, sobretudo depois das décadas de 1930 e 1960, impulsionadas pela expansão do setor automobilístico e pelo uso intensivo de combustíveis fósseis.

Avanço das emissões apesar dos acordos

  • IPCC – criado em 1988
  • ECO-92 – Rio de Janeiro, 1992
  • Protocolo de Kyoto – 1997
  • Acordo de Paris – 2015

Segundo o especialista, embora esses marcos internacionais busquem frear o aquecimento, “muito pouco foi feito” e a queima de combustíveis fósseis segue como principal fonte de emissões, com participação menor do setor agropecuário.

Limite de 1,5 °C já superado

Os registros atuais indicam que o mundo ultrapassou 1,5 °C de aquecimento em relação ao período pré-industrial, meta estabelecida no Acordo de Paris. Projeções apontam que a temperatura média pode atingir 3,5 °C nas próximas décadas, ampliando a ocorrência de eventos extremos, como:

ONU projeta 2025 como 2º ano mais quente da História - Imagem do artigo original

Imagem: Pixabay via canalrural.com.br

  • tempestades severas;
  • chuvas irregulares;
  • secas prolongadas;
  • episódios intensos de granizo;
  • instabilidade atmosférica mais frequente.

“Quando há mais calor, a atmosfera fica mais caótica e responde com eventos extremos na tentativa de voltar ao equilíbrio”, resume Müller.

Com informações de Canal Rural

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