Queda de Itens Básicos Freia Custo da Cesta em Novembro

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A redução nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar em novembro ajudou a conter o avanço do valor da cesta básica em oito capitais monitoradas pela Cesta de Consumo Básica Neogrid & FGV IBRE. O recuo desses alimentos compensou parte da pressão advinda de produtos processados, segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (6).
Desempenho por capital
- São Paulo registrou queda de 1,72%, com a cesta custando R$ 924,53. Em seis meses, acumula retração de 4,32%, a maior entre as capitais analisadas.
- Curitiba teve o recuo mais acentuado do mês (-1,87%), passando para R$ 773,49. No semestre, porém, soma alta de 0,83%.
- Belo Horizonte apontou variação negativa de 0,24%, influenciada principalmente pela baixa no açúcar (-4,48%), carne bovina (-3,67%) e leite UHT (-1,00%).
- Rio de Janeiro manteve a cesta mais cara do país, subindo 1,37% e alcançando R$ 995,76. Nos últimos seis meses, a alta é de 2,72%, impulsionada por margarina, óleo e molho de tomate.
- Brasília liderou as altas de novembro, com avanço de 1,94% e preço médio de R$ 817,74. Apesar disso, acumula queda de 1,82% no semestre.
- Salvador cresceu 0,83% no mês, mas ainda apresenta retração de 2,19% em seis meses.
- Fortaleza subiu 0,39% e praticamente ficou estável no semestre.
- Manaus ficou praticamente estável (-0,08%) em novembro, porém acumula elevação de 11,15% em seis meses, a maior variação entre as capitais.
Pressão dos processados continua
No horizonte de seis meses, produtos processados e derivados de grãos seguem como principais responsáveis pelas altas. A margarina permanece como item de maior impacto na maioria das cidades, reflexo de custos maiores de insumos, energia e embalagens. Óleos, massas secas e industrializados à base de grãos também subiram, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.
Cesta ampliada
Considerando alimentos, higiene e limpeza, a cesta de consumo ampliada mostrou aumento na maior parte das capitais. O Rio de Janeiro liderou novamente, com valor médio de R$ 2.273,86 após avanço de 3,81% em novembro. Mesmo onde os alimentos básicos caíram, desodorantes, xampus, snacks e chocolates continuaram pressionando os gastos familiares.
O estudo destaca que, embora a queda de arroz, leite, carne bovina e açúcar tenha evitado altas mais expressivas em novembro, a inflação dos industrializados mantém o cenário de preços instável, especialmente nas cidades mais dependentes de longas cadeias logísticas.

Imagem: canalrural.com.br
Com informações de Canal Rural