Reajuste do Salário Mínimo Injetará R$ 81,7 Bi em 2024

Início - Notícias e Tendências do Agro - Reajuste do Salário Mínimo Injetará R$ 81,7 Bi em 2024
O salário mínimo será elevado para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro, com pagamento efetivo a partir de fevereiro. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) projeta que a mudança acrescentará R$ 81,7 bilhões à economia brasileira.
Segundo o Dieese, o novo piso impactará diretamente a renda de 61,9 milhões de pessoas, distribuídas da seguinte forma:
- 29,3 milhões de aposentados e pensionistas do INSS;
- 17,7 milhões de empregados;
- 10,7 milhões de trabalhadores autônomos;
- 3,9 milhões de empregados domésticos;
- 383 mil empregadores.
O acréscimo nominal é de 6,79% em relação ao mínimo atual, atendendo à política permanente de valorização do salário mínimo.
Impacto sobre as contas públicas
O reajuste afeta benefícios e despesas indexados ao piso nacional, com reflexos significativos no orçamento federal:
- Aumento estimado de R$ 39,1 bilhões nas despesas da Previdência Social em 2026;
- Custo adicional de R$ 380,5 milhões para cada R$ 1 de alta no salário mínimo;
- 46% do total das despesas previdenciárias são influenciadas diretamente pelo piso;
- 70,8% dos beneficiários do INSS recebem valores atrelados ao salário mínimo.
Fórmula de correção
O reajuste segue a Lei 14.663/2023, que combina a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para 2026, o novo arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/2023) limitará a parcela de crescimento do PIB a 2,5%, ainda que o avanço registrado tenha sido de 3,4%. Considerando a inflação acumulada de 4,18% e o teto para o PIB, o aumento nominal chegará a R$ 103.
Imagem: Agencia Brasil-EBC via canalrural.com.br
Com o novo valor, o governo busca equilibrar o ganho de renda da população com a necessidade de conter despesas obrigatórias em meio às metas fiscais vigentes.
Com informações de Canal Rural