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Safrinha e Exportações Elevam Perspectiva de Preço do Milho

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15/12/2025
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Os contratos de milho encerraram a última semana em direções opostas nos principais mercados. Enquanto na Bolsa de Chicago as cotações se mantiveram próximas de US$ 4,40 por bushel, impulsionadas pela redução nos estoques finais dos Estados Unidos após o USDA revisar para cima as exportações do país para um recorde de 3,1 bilhões de bushels, na B3 o contrato para janeiro de 2026 recuou 2,7%, sendo negociado abaixo de R$ 71,90.

De acordo com a plataforma Grão Direto, a queda no mercado futuro brasileiro reflete a expectativa de uma safrinha cheia em 2026, resultado do plantio de soja dentro da janela ideal. Apesar disso, o mercado físico segue sustentado pela demanda firme do setor de etanol de milho e da indústria de proteína animal, o que tem mantido os preços no interior.

Exportações seguem firmes

As vendas externas de dezembro continuam em ritmo elevado, reforçando a competitividade do produto brasileiro. Com o dólar acima de R$ 5,40, a janela de exportação permanece atrativa. Caso os próximos relatórios da Anac e da Secex confirmem volumes robustos, a oferta doméstica deve diminuir antes da entrada da nova safra, limitando possíveis recuos de preço.

Clima preocupa a 1ª safra no Sul

No Sul do país, a 1ª safra de milho entra em fase sensível em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Previsões de calor intenso e chuvas abaixo da média acendem o sinal de alerta para possíveis perdas, o que pode pressionar os valores regionais e dar suporte adicional às cotações na B3 no curto prazo.

Planejamento da safrinha 2026

Com a colheita da soja se aproximando em Mato Grosso, o mercado monitora a compra de insumos e a intenção de plantio para a safrinha 2026. Rumores de redução tecnológica, motivados pelos custos elevados, já sinalizam possível produtividade menor no ciclo de inverno, fator considerado altista para o médio prazo.

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Imagem: canalrural.com.br

Diferencial de juros e custo de estocagem

O corte de juros pelo Fed para 3,50%-3,75% contrasta com a manutenção da Selic em 15% pelo Copom. Esse diferencial elevado mantém o Brasil atrativo ao capital especulativo e contribui para a estabilidade do câmbio. Entretanto, a taxa básica elevada eleva o custo de estocar milho, estimado em mais de 1% ao mês, o que torna arriscada a estratégia de segurar o produto à espera de altas moderadas.

Com informações de Canal Rural

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