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Santa Catarina Proíbe Espatódea por Risco às Abelhas

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30/12/2025
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A Lei estadual nº 17.694/2019 veda o cultivo, a produção e a manutenção da árvore Spathodea campanulata em Santa Catarina. Popularmente chamada de espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, a espécie contém toxinas letais para abelhas, presentes no néctar, no pólen e na mucilagem das flores.

O assunto voltou ao centro das discussões depois de o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançar, em outubro passado, uma campanha de conscientização sobre os impactos da espécie exótica. A iniciativa reforçou o alerta a moradores e prefeituras para que retirem exemplares existentes e evitem novos plantios.

Originária da África, a espatódea pode alcançar 25 metros de altura e foi amplamente usada na arborização urbana de várias cidades brasileiras devido ao rápido crescimento e às flores vistosas. Estudos posteriores, porém, identificaram que as substâncias tóxicas liberadas pela planta causam a morte de abelhas nativas, comprometendo a polinização e, por consequência, a biodiversidade e a produção agrícola.

Multa e substituição obrigatória

Além de proibir novos plantios, a legislação determina a remoção das árvores já existentes em áreas públicas e na arborização urbana, com substituição por espécies nativas. O descumprimento prevê multa de R$ 1 mil por planta ou muda mantida, além de outras sanções administrativas.

Para Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras do IMA, a norma fortalece o manejo responsável da flora no estado. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, afirmou.

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Imagem: canalrural.com.br

Espécies sugeridas pelo IMA

O instituto recomenda o plantio de árvores nativas adaptadas às condições climáticas e de solo catarinenses. Entre as opções indicadas estão:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia) e ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia) e corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis) e caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) e canjerana (Cabralea canjerana).

Ao priorizar espécies nativas, o IMA afirma que é possível proteger a fauna, preservar a biodiversidade e garantir a saúde dos ecossistemas catarinenses.

Com informações de Canal Rural

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