Selic em 15% Pressiona Crédito Rural e Exige Estratégia

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30/10/2025
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Início - Notícias e Tendências do Agro - Selic em 15% Pressiona Crédito Rural e Exige Estratégia

Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o produtor rural enfrenta crédito mais caro e acesso limitado a financiamentos. O custo elevado tornou inviável o uso de recursos de custeio e das Cédulas de Produto Rural (CPR), cuja taxa final pode ultrapassar 20% ao ano.

Dados do segundo semestre de 2025 indicam queda de 31% no volume de crédito rural liberado em comparação com igual período do ano anterior, sinalizando retração no mercado.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o advogado e contador Marcos Pelozato afirmou que, diante dos juros altos, a prioridade deve ser a proteção do patrimônio. Segundo ele, oferecer a propriedade como garantia em renegociações aumenta o risco de execução e deve ser evitado.

Saídas Legais Para Reduzir o Impacto

Pelozato apontou dois caminhos previstos em lei para alongar dívidas sem comprometer a fazenda:

  • Alongamento administrativo – negociação direta com o banco, sem inserir a terra como garantia.
  • Via judicial – caso não haja acordo, o produtor pode recorrer à Justiça para obter prazo maior e juros entre 5% e 8% ao ano, percentuais praticados no crédito rural oficial.

Segundo o especialista, decisões liminares costumam sair entre 15 e 30 dias, suspendendo a cobrança. O processo pode durar até um ano e garantir até três anos de carência, com pagamento em até dez anos.

Documentos São Essenciais

Pelozato destaca que a defesa depende da organização financeira:

Selic em 15% Pressiona Crédito Rural e Exige Estratégia - Imagem do artigo original

Imagem: Pixabay. via canalrural.com.br

  • Laudo contábil – relatório que comprove quebra de safra, problemas de mercado ou outras dificuldades.
  • Planilhamento de contratos – revisão detalhada para identificar seguros e taxas cobradas de forma inadequada e, se necessário, questionar juros de renegociações anteriores.

Para o advogado, a recuperação judicial deve ser considerada apenas depois de tentar o alongamento das dívidas; o instrumento possibilita cortar até metade do passivo e estender prazos, mas só deve ser usado quando outras alternativas se esgotarem.

Com a legislação a seu favor, o produtor precisa agir com rapidez e buscar as medidas legais adequadas para atravessar o período de juros elevados sem colocar em risco o patrimônio da fazenda.

Com informações de Canal Rural

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