Silagem É Estratégica para Sustentar Rebanho na Estiagem

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A conservação de forragens na forma de silagem tem sido vista como recurso essencial para garantir a alimentação do gado durante o ano inteiro, sobretudo nos meses de seca. O êxito da prática, porém, começa antes da colheita e exige planejamento desde a correção do solo até a escolha da cultura e o momento de corte.
Gustavo Paranhos, assessor técnico da Companhia Nacional de Nutrição Animal (Connam), destaca que a silagem deve ser tratada como operação estratégica na fazenda. Segundo ele, o produtor precisa organizar equipe, maquinário e mão de obra de modo a colher e armazenar a forragem nas condições ideais.
Fatores que impactam a qualidade
- Correção do solo: influencia diretamente o potencial produtivo da lavoura destinada à silagem.
- Escolha da cultura: depende do clima, do tipo de solo e da capacidade de investimento da propriedade.
- Momento de corte: determina o teor de matéria seca e, consequentemente, o valor nutricional do volumoso.
No caso do milho, principal cultura utilizada, Paranhos orienta monitorar a “linha do leite” do grão. A colheita deve ocorrer quando essa linha atinge cerca de dois terços do grão, estágio em que a planta registra entre 30% e 35% de matéria seca, ideal para ensilagem.
Vantagens e desafios de cada cultura
De acordo com o assessor técnico, o milho oferece maior valor energético, porém requer investimento mais alto. Já sorgo e capim demandam menor custo de produção e apresentam maior tolerância à estiagem, mas têm qualidade nutricional inferior. No caso dos capins, a lavoura pode ser aproveitada por vários anos, diminuindo gastos ao longo do tempo.
Paranhos recomenda que cada fazenda avalie individualmente fatores como risco climático, disponibilidade de recursos e necessidades nutricionais do rebanho antes de definir a cultura e o tamanho da área destinada à silagem.
Imagem: canalrural.com.br
Com planejamento adequado e manejo criterioso em todas as etapas, o produtor consegue estocar o alimento gerado no período chuvoso e utilizá-lo na seca, evitando queda de produtividade e perda de peso dos animais.
Com informações de Canal Rural