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Soja recua em Chicago e venda trava nos portos do Brasil

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15/12/2025
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Os contratos da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a semana em forte baixa. O vencimento janeiro/26 perdeu o suporte psicológico de US$ 11,00 por bushel e fechou a sexta-feira, 12, cotado a US$ 10,76/bushel. A retração foi atribuída ao ritmo considerado insuficiente das vendas diárias dos Estados Unidos, divulgadas pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), incapaz de reduzir o excedente do país.

Na terça-feira, 9, o USDA manteve a estimativa de produção do Brasil em 175 milhões de toneladas e da Argentina em 48,5 milhões, reforçando a percepção de oferta global confortável para 2026. Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões, o mercado retirou o prêmio de risco climático e passou a precificar safra cheia a partir de janeiro.

Pressão sobre os preços internos

No mercado físico brasileiro, a desvalorização em Chicago e o câmbio em torno de R$ 5,40 por dólar reduziram a atratividade das vendas. O Índice Soja FOB Santos, calculado pela Grão Direto, subiu 0,35% e fechou a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais. Já o Índice Soja FOB Rio Grande caiu 1,51%, encerrando a R$ 145,18. Com margens apertadas e volatilidade nos portos, produtores optaram por segurar negócios, resultando em baixa liquidez.

Fatores de atenção nas próximas semanas

  • Clima: previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná na segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer estresse hídrico pode devolver prêmio de risco às cotações.
  • Demanda chinesa: o mercado monitora a continuidade dos anúncios diários de compras pela China, estimadas em 12 milhões de toneladas. Redução no fluxo ou problemas logísticos podem intensificar a pressão baixista em Chicago.
  • Fim de ano: ajustes de posição por fundos de investimento e menor atividade comercial tendem a aumentar a volatilidade sem novos fatos relevantes.
  • Prêmios de exportação: embarques de fevereiro e março tornam-se o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.

Assim, o mercado adota postura cautelosa enquanto aguarda definições do clima no Sul do Brasil e sinais mais claros da demanda asiática.

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Imagem: canalrural.com.br

Com informações de Canal Rural

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