Tecnologia Reduz Impacto Ambiental no Cultivo da Pimenta-do-Reino

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Uma técnica de manejo que utiliza gliricídia no lugar de estacas de madeira nativa vem remodelando o plantio de pimenta-do-reino no Brasil, segundo maior produtor mundial da especiaria. O método, em consolidação, é adotado principalmente no Pará, estado responsável por mais da metade da produção nacional.
Substituição das estacas de acapu
O sistema tradicional dependia de mourões da árvore acapu, prática onerosa e proibida pela legislação ambiental por envolver desmatamento. Pesquisadores propuseram a gliricídia como tutor das plantas, eliminando a necessidade de cortar espécies nativas.
De acordo com André Kich, diretor da Fuchs Gruppe, a gliricídia é bem adaptada à região e permite que o próprio produtor produza suas estacas.
Benefícios econômicos e ambientais
- Custo das estacas: acapu — R$ 25 a R$ 35; gliricídia — R$ 3 a R$ 5.
- Economia: até R$ 60 mil por hectare, considerando 2 mil plantas.
- Redução de emissões: cerca de 57 t de CO₂ evitadas por hectare; potencial de quase 1 Mt de CO₂ no Pará (17 mil ha cultivados).
- Melhorias agronômicas: fixação de nitrogênio, sequestro de carbono, solo mais fértil, maior produtividade e longevidade da lavoura.
O agrônomo Oriel Lemos destaca que a nova prática preserva a floresta e eleva a qualidade da pimenta, aumentando aroma, sabor e pungência — fatores considerados na avaliação internacional da commodity.

Imagem: canalrural.com.br
Com menos impacto ambiental e custos reduzidos, o cultivo em gliricídia surge como alternativa para manter a competitividade brasileira no mercado global de pimenta-do-reino.
Com informações de Canal Rural