Trump Eleva Tensões Globais Com Ameaças e Tarifas em 2026

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No início de 2026, uma série de anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alterou o clima diplomático e econômico internacional. Em poucas semanas, a Casa Branca:
- ameaçou recorrer a ação militar contra o Irã para, segundo o governo norte-americano, “conter mortes” durante protestos internos;
- fixou tarifa de 25% sobre bens de qualquer país que mantenha relações comerciais com Teerã;
- endureceu o discurso em relação ao México, associando imigração e segurança pública a possíveis medidas de força;
- apoiou intervenção que resultou na saída de Nicolás Maduro do poder na Venezuela;
- afirmou que a Groenlândia poderia ser incorporada aos EUA “por bem ou por mal”;
- indicou a intenção de responsabilizar judicialmente o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Impactos comerciais
A sobretaxa de 25% tem alcance global, pois afeta países que negociam simultaneamente com Washington e com Teerã. O Brasil está entre os potenciais atingidos: o Irã é um dos principais fornecedores de fertilizantes ao agronegócio brasileiro, e eventuais retaliações ou custos extras podem pressionar a produção no campo.
Tensões regionais
Na fronteira sul dos Estados Unidos, o governo norte-americano vinculou medidas migratórias e de segurança a ameaças diretas ao México, gerando preocupação sobre a estabilidade institucional entre os dois países.
Na América do Sul, a deposição de Maduro marca um ponto de inflexão na política externa dos EUA, que volta a admitir mudança de governo como instrumento legítimo de intervenção.
Instituições sob pressão
No plano interno, Trump sugeriu processar o presidente do Fed, que tradicionalmente goza de independência frente à Casa Branca. Analistas alertam que possíveis pressões políticas sobre o banco central norte-americano tendem a gerar volatilidade nos mercados e elevar o custo do endividamento mundial.
Imagem: canalrural.com.br
As declarações sobre a Groenlândia também repercutiram. O território autônomo dinamarquês é estratégico no Ártico e alvo de disputa por rotas marítimas e recursos naturais. A fala do presidente norte-americano foi interpretada como sinal de que, para Washington, a aquisição de territórios pela força continua em pauta.
Até o momento, não há confirmação de datas ou detalhamento de cada ação anunciada, mas líderes de diferentes países já manifestam preocupação com o aumento das tensões militares, comerciais e institucionais.
Com informações de Canal Rural