Comércio de Soja Avança Apesar de Melhora nas Cotações

Início - Notícias e Tendências do Agro - Comércio de Soja Avança Apesar de Melhora nas Cotações
O mercado brasileiro de soja registrou poucas negociações nesta terça-feira (data do dia da fonte), concentradas principalmente nos portos, onde alguns lotes atingiram os preços mais altos do dia. Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, a atividade manteve-se estável, com oscilações limitadas em grande parte das regiões produtoras.
A Bolsa de Mercadorias de Chicago chegou a operar em alta impulsionada pelo óleo de soja, mas encerrou a sessão sem ganhos significativos. A queda do dólar durante boa parte do dia e ajustes nos prêmios reduziram o ímpeto de compra no mercado interno.
Silveira observa que, neste momento, os produtores estão focados na colheita e demonstram pouco interesse em vender nos valores atuais, o que mantém o ritmo de negócios lento.
Preços da soja nas principais praças
- Passo Fundo (RS): R$ 123,00 (↑ R$ 1,00)
- Santa Rosa (RS): R$ 124,00 (↑ R$ 1,00)
- Cascavel (PR): R$ 116,00 (↑ R$ 2,00)
- Rondonópolis (MT): R$ 106,00 (estável)
- Dourados (MS): R$ 107,00 (↓ R$ 1,00)
- Rio Verde (GO): R$ 108,00 (↓ R$ 1,00)
- Paranaguá (PR): R$ 127,00 (↑ R$ 2,00)
- Rio Grande (RS): R$ 126,00 (estável)
Cenário externo
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta, embora abaixo das máximas intradiárias. O óleo de soja subiu mais de 2%, apoiado por políticas de biodiesel nos Estados Unidos, pelo acordo comercial entre EUA e Índia e pela valorização do petróleo.
Investidores acompanham as regras atualizadas do Tesouro norte-americano para o crédito tributário 45Z, que passou a exigir matérias-primas originárias de Estados Unidos, México ou Canadá e prorrogou o benefício até 2029.
Imagem: canalrural.com.br
Mesmo com o avanço em Chicago, o bom desenvolvimento das lavouras brasileiras e o ritmo acelerado da colheita da maior safra nacional limitaram os ganhos, reforçando a percepção de que parte da demanda chinesa pode migrar para a América do Sul.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,17%, influenciando a formação de preços internos e reforçando a cautela dos vendedores.
Com informações de Canal Rural