Frigoríficos Reduzem Abate Com Menor Compra Chinesa

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana passada com cotações entre estáveis e mais baixas nas principais regiões de comercialização do país. De acordo com Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos têm pressionado os preços diante da expectativa de que a China compre cerca de 500 mil toneladas a menos de carne bovina brasileira em 2026.
Segundo Iglesias, a estratégia adotada pela indústria é ampliar a capacidade ociosa e reduzir o ritmo de abates já em 2024. A medida soma-se a um cenário de ciclo pecuário em inversão, o que reforça a tendência de menor oferta de animais.
Preços da arroba em 15 de janeiro (a prazo)
- São Paulo (capital): R$ 315, queda de 2,48% frente aos R$ 323 do fim da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 315, estabilidade;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 315, sem variação;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, recuo de 3,17% ante R$ 315;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, baixa de 1,67% em relação aos R$ 300 anteriores;
- Rondônia (Vilhena): R$ 280, preço semelhante ao da semana passada.
No atacado, o analista projeta queda de preços a partir desta segunda-feira (19). A retração acompanha o recuo das carnes suína e de frango, além do consumo mais contido típico do início do ano, quando o endividamento das famílias é maior.
Cotações no atacado
- Quarto traseiro: R$ 26,40/kg, estável;
- Quarto dianteiro: R$ 19,00/kg, inalterado.
Iglesias observa ainda que algumas plantas começaram a retirar o prêmio de R$ 5 a R$ 10 por arroba pago ao boi destinado ao mercado chinês, fator que pode desestimular a entrega de animais precoces.
Desempenho das exportações em janeiro
Até o dia 12 (seis dias úteis), as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram US$ 493,806 milhões, com média diária de US$ 82,301 milhões. O volume embarcado chegou a 89,307 mil toneladas, média de 14,884 mil toneladas por dia. O preço médio ficou em US$ 5.529,30 por tonelada.
Imagem: canalrural.com.br
Na comparação com janeiro de 2025, houve avanço de 99,7% no valor médio diário exportado, de 81,6% no volume médio diário e aumento de 10% no preço médio.
Com informações de Canal Rural